sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Saideira!!!! por Mariana Sande


 Avaliação 01

GRUPO DIPLOMÁTICOS 

De acordo com o grupo:  "o fácil acesso a um notável conjunto de imagens em notícias de jornais, reportagens,  propagandas  institucionais  e  publicações  científicas  é  um  fato característico  nos  dias  atuais.  Embora  historicamente  associada  à  veracidade  de informações  (“ver  para  crer”),  a  credibilidade  em  registros  fotográficos  está  sendo rapidamente  corroída  pela  evolução  e  popularização  de  técnicas  de  manipulação utilizando recursos da tecnologia digital. Os danos causados a pessoas e instituições por imagens alteradas e as possíveis dúvidas sobre a integridade de autenticidade e veracidade de provas imagéticas em tribunais oportunizam a especialização de analise forense de fotos, que é a busca por indícios e evidências de fraudes em fotografias." O tema abordado pelos colegas é extremamente interessante. E o que mais me chamou atenção foi que as ideias apresentadas pelo grupo levou o público a questionar e colocar outros pontos de vistas. Ou seja, o grupo soube trabalhar com maestria esse espaço aberto para opiniões daqueles que estavam assistindo. Outro ponto interessante é que em uma dessas discussões foi "linkado" o tema deles com o abordado pelo nosso Grupo Arquivo Secreto, no caso da foto do Jornalista. Podendo colocar em outro contexto os conceitos de autenticidade e veracidade dos documentos e da informação apresentada pelo grupo. 

Alterações feitas por Stalim.


Avaliação 02


A oficina apresentada pela nossa colega Danielle Ventura  foi desenvolvida em torno da temática documentos digitais e como  objeto de estudo, ela nos apresentou o ambiente web do Sistema Eletrônico de Serviço de Informação ao Cidadão , e-SIC , no âmbito do Distrito Federal (www.e-sic.df.gov.br). Que concerteza, muitos não conheciam essa poderosa ferramente de acesso a informação. (bom eu pelo menos não conhecia). A Daniele nos mostrou como realizar o cadastro no sistema com a criação de senha e login, em seguida, apresentou a importância do acesso à informação, as inovações da lei distrital em comparação com a lei federal, o fluxo do documento, a capacidade que o documento tinha de ser utilizado como prova, a análise diplomática e tipológica , bem como as dificuldades em analisar um documento e os gargalos que ela encontrou no estudo e ainda a relevância social que essa lei tem para os processos de transparência, controle social e democracia. Em suma o tema e o ambiente web apresentados é incrível. Porém, pelo pouco tempo de apresentação muita coisa interessante não pode ser abordada com excelência o que ao meu ver prejudicou um pouco o trabalho da nossa colega. Mas, creio que oportunidades não faltarão para que possamos explorar melhor o trabalho desenvolvido. 

Danielle Ventura apresentando o ambiente Web do Sistema Eletrônico de Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC). Fonte: Los Archivistas


segunda-feira, 22 de julho de 2013

A saideira!!! por Ivi Borges

Vou fazer a análise das Oficinas dos Blogs ARQUIVOS ANÔNIMOS e do SAARQ.

O "ARQUIVOS ANÔNIMOS" analisou documentos microfilmados.

 - Pontos posítivos: 
* Explicou com muita clareza o que são documentos microfilmados, para que servem e sua importância para quem os utiliza; e
* Levou um microfilme e retratou visualmente a capacidade de armazenamento dele.

- Pontos negativos:
* Só explicou a sinalética de abertura e fechamento do microfilme, deixando de fora muitas outras que são de igual importância;
* O conteúdo é muito interessante para profissionais da área, mas para o público em geral não é aplicável nos dia-a-dia




O "SAARQ" trabalhou os documentos sobre OVNI'S que foram disponibilizados pelo Arquivo Nacional.
 
- Pontos posítivos: 
 *Levantou debate sobre o custo de diponibilização dos documentos do Arquivo Nacional deixando uma reflexação para quem assistiu à oficina; e
 * Um tema muito interessante e curioso. A decoração estava linda e chamativa e poderia ser apresentado ao público leigo que seria totalmente compreendida.

- Pontos negativos:
 * Não fez nenhuma análise dos documentos levados, eles funcionaram somento como exemplo; e
 * Foi dada muita importância ao tema e a relação com o conteúdo ministrado em sala de aula não foi levado em conta.
  

Oficina: ARQUIVOS SECRETOS DA DITADURA MILITAR

Assim como todo documento precisa de uma contextualização para ganhar sentido, começamos explicando a problemática dos arquivos da Ditadura Militar no tempo presente.
Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985 e caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
 Os documentos produzidos nessa época que foram trabalhados pelo grupo são aqueles que foram considerados por muitos anos sigilosos e que tratam de informações sobre os “inimigos do Estado”. Ou seja, os documentos que nasceram para perseguir os cidadãos, mas que hoje servem de instrumentos de garantia dos direitos diante do Estado e têm a capacidade de reparar os danos às vítimas do autoritarismo.
 A Constituição Federal estabelece dispositivos destinados a garantir os direitos individuais e ao mesmo tempo resguardar o direito de acesso à informação. Esses direitos entram em choque nessa documentação, pois ela foi produzida para repreender movimentos sociais e para isso utilizava de ofensas e humilhação aos que estavam sendo investigados.
Outro fator a ser trabalhado foi a veracidade do conteúdo dos documentos, visto que em sua época de produção essas informações tinham estatuto de verdade, mas hoje são exemplos de fabricação de mentiras. Como exemplo, usamos o caso do jornalista Vladimir Herzog (http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI407607-EI306,00-Entenda+o+caso+Vladimir+Herzog.html).





         
Esse tema vem sendo bastante abordado desde a criação da Comissão de Anistia pelo Ministério da Justiça, no dia 28 de agosto de 2001. Criada pela Medida Provisória n.º 2.151, a Comissão está analisando os pedidos de indenização formulados pelas pessoas que foram impedidas de exercer atividades econômicas por motivação exclusivamente política desde 18 de setembro de 1946 até cinco de outubro de 1988. Portanto, os registros documentais são muito importantes para serem usado de provas desses atos praticados durante a Ditadura.
Tendo em vista a grande importância para a história do país e para aqueles diretamente afetados, propomos a análise diplomática e tipológica desses documentos.







 













Durante a oficina apresentamos um estudo de caso sobre os documentos inéditos encontrados no arquivo da Superintendência Geral da Polícia Federal de Pernambuco, a reportagem foi extraída do site do Projeto Documentos Revelados.

DOCUMENTOS INÉDITOS ENCONTRADOS NO ARQUIVO DA SUPERINTENDÊNCIA GERAL DA POLICIA FEDERAL DE PERNAMBUCO

Por · 13 de maio de 2013  

"Em novembro do ano passado eu e a Maria Esperança, responsável pela Coordenadoria Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal – COREG, estivemos em missão na Superintendência Geral da Polícia Federal de Pernambuco. Fizemos uma reunião com a cúpula da PF. Presentes Diretor Geral, delegados e chefe do Setor de Informações. Após nossas devidas apresentações – ali estávamos credenciados pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informamos que nossa missão era buscar documentos da ditadura e solicitamos acesso ao arquivo da repartição. A cúpula policial informou que não havia mais nenhum documento, pois com o passar do tempo eles foram destruídos. Insistimos e descemos até um porão onde em outros tempos serviu de carceragem. Ali, entre caixas e mais caixas e objetos apreendidos encontramos um grande número de documentos. Em anexo seguem registros que consegui fazer com uma maquininha que levei na viagem. Sao fotografias tiradas por agentes da Policia Federal de manifestações e também de álbuns de pessoas procuradas pela repressão."
 






Diante dessa reportagem o desafio agora é: como seria a análise diplomática e tipológica desses documentos? Tal questão foi levantada e discutida durante a nossa Oficina.

Neste caso levando em consideração o Fundo da Superintendência Geral da Polícia Federal de Pernambuco as análises apresentadas e discutidas durante a oficina foram essas:

Análise Diplomática

Forma: Original
Espécie: Fotográfia *
Formato: Portifólio **
Suporte: Papel
Gênero: Imagético

Análise Tipológica:

Nome: Fotografias de pessoas e manifestantes procuradas pela repressão.
Produtor: Superintendência Geral da Polícia Federal de Pernambuco
Função: Orientar a investigação feita pela polícia para repreender aqueles que eram declarados "inimigos do Estado".

* Há teorias que não abordam a Fotográfia como espécie, pois a vê como um produto da "arte" (ação) de fotografar.

** Definimos este formato pois analisamos o conjuto e não cada fotográfia na sua individualidade.


E para finalizarmos este foi o folheto que entregamos durante a nossa exposição para apresentarmos melhor o nosso tema.

Então é isso Galera! Aqui encerramos mais um semestre com uma experiência super válida. Foi uma atividade diferente e descontraída. 

Abraços!





 
 



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Atividade: Quebrando a Cuca - parte 1

Bom dia pessoal,

Hoje a nossa atividade consiste em elaborar uma pergunta que envolva a  análise diplomática e tipológica em torno do tema escolhido para a nossa oficina, como trabalho final da disciplina. As nossas atividades agora serão trabalhadas em cima dos temas escolhidos por cada blog, e como a ideia principal de Apresentação do nosso blog é sobre os documentos da Ditadura Militar, a revelação e o direito ao acesso desta documentação. Talvez esse tema para algus seja piégas, mas para nós ainda é um assunto polêmico e extremamente interessante e necessário. 

Portanto, gostaríamos de compartilhar com vocês uma reportagem extraída do site Documentos Revelados:

DOCUMENTOS INÉDITOS ENCONTRADOS NO ARQUIVO DA SUPERINTENDÊNCIA GERAL DA POLICIA FEDERAL DE PERNAMBUCO

Por · 13 de maio de 2013  

"Em novembro do ano passado eu e a Maria Esperança, responsável pela Coordenadoria Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal – COREG, estivemos em missão na Superintendência Geral da Polícia Federal de Pernambuco. Fizemos uma reunião com a cúpula da PF. Presentes Diretor Geral, delegados e chefe do Setor de Informações. Após nossas devidas apresentações – ali estávamos credenciados pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informamos que nossa missão era buscar documentos da ditadura e solicitamos acesso ao arquivo da repartição. A cúpula policial informou que não havia mais nenhum documento, pois com o passar do tempo eles foram destruídos. Insistimos e descemos até um porão onde em outros tempos serviu de carceragem. Ali, entre caixas e mais caixas e objetos apreendidos encontramos um grande número de documentos. Em anexo seguem registros que consegui fazer com uma maquininha que levei na viagem. Sao fotografias tiradas por agentes da Policia Federal de manifestações e também de álbuns de pessoas procuradas pela repressão."











Diante dessa reportagem o desafio agora é: como seria a análise diplomática e tipológica desses documentos, levando em consideração a autenticidade e a veracidade do contexto apresentado? 

Então, vamos quebrar a cuca! =)

Desejamos a todos uma excelente reflexão! 


 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Trabalho Final: Ideias iniciais para a Oficina de DTD.



Inicialmente a temática escolhida para ser trabalhada na oficina é sobre os documentos da Ditadura Militar, com isso definimos três pontos iniciais:

1. Autenticidade dos documentos;
2. A preservação física dos documentos no arquivo;
3. A difusão e acesso: uma questão social.


Trabalharemos melhor essas ideias. Visando, elaborar um trabalho relevante para fixar os conteúdos da Diplomática e Tipologia Documental e alavancar o conhecimento durante a Oficina.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

Atividade: Como fazer Análise Diplomática - Bellotto x Duranti





Em nossas aulas de Diplomática e Tipologia Documental (DTD) temos discutido a importância de aprender e entender como fazer uma boa análise diplomática, levando em consideração a sua tamanha relevância para o exercício da nossa futura profissão e para o nosso dia-a-dia. É essencial que saibamos quais os elementos e partes do documento devemos conhecer para fazer uma boa análise diplomática.

A autora brasileira Heloisa Bellotto defende que: O texto do discurso diplomático, na realidade, é a união entre partes distintas: o protocolo inicial, o texto propriamente dito e o protocolo final. Nessas três partes evidenciam-se as coordenadas (representadas pelas fórmulas diplomáticas obrigatórias, próprias da espécie documental determinada pelo ato jurídico e seu objetivo) e as variantes (teor pontual e circunstancial relativo às especificidades do ato aplicado a um fato, pessoa ou assunto). (BELLOTTO, p.17)

A abordagem da Bellotto é bem mais sucinta que a da autora espanhola Luciana Duranti que defende que para uma análise diplomática de um documento é necessário ter conhecimento dos seus elementos Internos e Externos, cujo os quais é bem mais abrangentes que as três partes propostas pela Bellotto.

Entretanto, ambas se complementam e oferecem subsídios suficientes para realizarmos uma boa análise diplomática.

Não nos prolongaremos mais devido ao fato de hoje ser sexta-feira e está foto nos define:


Em breve, voltaremos renovadas e postaremos mais detalhadamente a diferença do ponto de vista da Bellotto e Duranti. Enquanto isso, fiquem com esse gostinho de quero mais com esse diálogo da Mafalda e sua coleguinha (que não sabemos o nome)...Ele reflete bem o diálogo entre os textos discutidos!



E que venha o tão sonhado Final de Semana!!!!!! =)